ISSO NÃO É COMIGO!

5 out
facebooktwittergoogle_pluslinkedin

Essa é uma das expressões muito utilizadas nas organizações. Na administração pública não é diferente.

A organização burocrática, que especializou e organizou pessoas que desempenham tarefas semelhantes, trouxe como consequências o aperfeiçoamento dos serviços; todavia, acentua o individualismo, a formação de feudos de poder e ilhas incomunicáveis chamadas de departamwork-inprogress-1entos, diretorias, seções, enfim.

A organização em ilhas, em regra, não se importa com quem precisa de alguma informação, pois, a prioridade é o que acontece em seu setor, desprezando a gestãovista de forma sistêmica, onde cada um depende de todos. Logo, o “isso não é comigo” é bem frequente, em absoluto desprezo à necessidade da pessoa que solicita algo.

Ocorre que, os “setores” são representados por pessoas humanas, seres emocionais, portanto. Daí a importância de cultivar bons relacionamentos para osucesso na organização.

Dá impressão de que algumas pessoas sentem prazer em dizer “isso não é comigo!” (poderia até considerado bullying).

Existe o servidor estudioso. Todo órgão público tem. Ele sabe todos os seus direitos! Chega a andar com uma cópia da lei com as atribuições de seu cargo no bolso! Quando uma pessoa lhe pede algo que não está escrito em suas atribuições ele estufa o peito, faz a leitura de suas atribuições, e exclama: Isso não é comigo! Não faz absolutamente nada que não esteja escrito nas atribuições do seu cargo.

O “Isso não é comigo” é uma maldição no setor público porque revela e alimenta o lado mais egoísta das pessoas, a ausência de equipe e de colaboração, e gera desconfortos nos relacionamentos interpessoais.

Ser “servidor”, é ser aquele que serve. O maior, o mais importante, não é aquele que é servido, mas, sim, aquele que serve. A verdade é justamente o contrário do que pode o senso comum e humano apontar.

Portanto, se alguém lhe pedir algo, se for com você, sempre procure fazer um pouco a mais do que lhe foi pedido. E isso sempre é possível. Não se preocupe em receber algo de volta, pois isso pode nunca acontecer. Se, acaso, de fato não for com você, mesmo assim, seja gentil, demonstre boa vontade com quem está lhe solicitando e identifique uma forma de auxiliar, nem que seja levantando-se e abrindo a porta para a pessoa procurar a quem se reportar.

Texto elaborado por Paulo César Flores, Contador, Especialista em Contabilidade, Auditoria e Finanças, MBA em Controladoria, Instrutor de cursos, autor de artigos e livros, Sócio diretor do IGAM – Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos.

Site do IGAM –  www.igam.com.br

Email – pcflores@igam.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *